
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Até parece...

Até parece que não gosto de chuva, mas não é verdade. Aliás, até costumo ser olhada como um ser bizarro quando confesso que gosto de dias de chuva, sobretudo dos primeiros, que nos trazem de volta o cheiro da terra molhada. Romântica, chamam uns, maluca, a maioria...
Até parece que passo a vida preocupada com o tempo que vai fazer no dia seguinte, mas não é verdade. Aliás, com o clima, como na vida, acho que se deve dançar consoante a música, sobretudo se não há como sermos os maestros.
Até parece que não tenho mais nada em que pensar e que o tempo é o assunto com que enceto ou termino todas as conversas, mas não é verdade. Aliás, conversas de circunstância são coisa que não me agrada em particular e por acaso, nesta fase da minha vida, até tenho mais em que pensar.
Mas o certo é que há uma pergunta que me anda a martelar a cabeça e que, ao fim de um mês e meio de chuva, estás prestes a tornar-se numa crise existencial...
Será que, com tantas dividas, Portugal também se esqueceu de pagar a conta do bom tempo?...
Até parece!...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Assustador...
O rapaz do pijama às riscas

Se a vida é sempre diferente quando olhada pelos olhos de uma criança, o que dizer da guerra?
Asa Butterfield é o primeiro grande segredo deste filme. Dando vida a Bruno, a personagem central deste drama, este pequeno gigantesco actor conduz-nos duplamente pelo seu olhar, tantas são as vezes em que ao longo do filme os seus olhos gritam mil palavras.
O segundo segredo deste filme è a forma magistral como o seu realizador e argumentista, Mark Herman, nos conduz na violência e brutalidade de um dos episódios mais negros da história sem uma única imagem de violência explicita.
Para mim este filme teve três crianças. No ecrã, duas, divididas por um tenebroso arame farpado. Ao meu lado outra, que no fim procurou a minha mão por não querer acreditar que aquela porta, numa esmagadora cena final, não se abriria.
Não é justo um filme sem final feliz... A vida é tantas vezes injusta!
Felizmente, a sua é um verdadeiro conto de fadas.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Motivação

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Ambição

Assinalar o dia
Não é verdade que os dias sejam todos iguais. Para isso tínhamos de ser sempre os mesmos. E não somos. As nossas cores, os nossos sons, os nossos olhares, os nossos gestos, variam de dia para dia- por vezes até ao longo do mesmo dia- sem que isso traduza necessariamente uma personalidade inconstante. É normalmente assim quando se vive com a vida à flor da pele, o que não é exactamente o mesmo do que viver à superfície. quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Escravos do séc. XXI
Desde que no séc. XIX a Revolução Industrial veio substituir o Homem pela máquina, o mundo nunca mais foi o mesmo. De lá para cá, a vida tornou-se na materialização de tudo o que, há não muitos anos atrás, se imaginava ser apenas do universo da ficção cientifica. Na realidade, o impossível parece ter deixado de existir.quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Tão pouco... ou quase nada!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Um dia da caça, outro do caçador...
... Ou...
Quem não quer ser ovelha, não lhe veste a pele.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Saudades... talvez!

domingo, 1 de fevereiro de 2009
Ahuuuuuuummmmmmm........
sábado, 31 de janeiro de 2009
Plágio
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Acham?...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Hi-fi de A a E
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Vês aquilo que olhas?
Às vezes não olhamos para a vida com bons olhos. E não vejo sequer grande utilidade em procurar ou encontrar culpados para isso. É assim, com todos, simplesmente porque sim.
A raiva, a frustração ou simplesmente a indiferença, toldam-nos demasiadas vezes a vista, tornando a realidade à nossa volta baça, difusa, confusa ou mal-interpretada.
Acaso a falta de sol não ande ajudar a iluminação dos cantos mais recônditos da tua alma, aqui vai um retrato do quotidiano. Para Olhar e Ver.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Valha-me Nossa Senhora!
Há séculos que ando a travar esta batalha. Refiro-me à cruzada contra o excesso de doces, tarefa arduamente dificultada por um bar plantado num Colégio, onde se vendem espécimenes desta natureza com fartura e variedade.E agora, não me interpretem mal, mas aqui fica registado um desabafo de mãe...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Com ou sem açucar?...
Azul à vista
domingo, 25 de janeiro de 2009
Paris 36
Nos últimos tempos tenho perdido uma infinidade de filmes que gostava de ver. Não gosto da eterna desculpa da falta de tempo... digamos que tenho tido outras opções. Quando no outro dia dia dei de caras com a imagem deste cartaz, soube que não podia haver nem desculpa nem outra opção que prevalecesse... É o tipo de filmes que não fica por muito tempo e normalmente só existe numa sala em Lisboa. Não queria arriscar. Christophe Barratier tinha-me conquistado com Os Coristas, há cinco anos. Pasmo... como é que passou tanto tempo? A marca do filme permanece tão intensa que achei que teriam passado no máximo três anos.
Paris 36 é uma pintura, a traço fino, da cidade Francesa no final dos anos 30.
Como sempre, detalhista, Christophe Barratier cria personagens que nos marcam, num argumento que nos apaixona e emociona.
Se o pudesse resumir talvez dissesse que fala de um tempo, não muito remoto, em que as adversidades eram a motivação e não a desculpa.
Estas imagens são apenas um aperitivo. Sobre o essencial, as emoções, dizem pouco. Se puderem, não percam.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Apetecia-me
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Porquinho Argentino

Ouvi esta manhã na rádio que, na Argentina, a falta de moeda levou à tomada de uma original medida. Os pequenos trocos foram substituídos por rebuçados!
Se por cá se lembrarem do mesmo, posso dar uma sugestão?... Não podem antes dar bombons?
Mas convenhamos, isto é um rombo na economia... é que, com trocos destes, não há quem faça poupança!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Hi-fi de A a D
Percorrendo as linhas da Vida, a dúvida tanto pode ser um ponto de partida como um ponto final, um repetir incessante de reticências ou, simplesmente, uma interrogação magistral.quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O que é doce já me amargou
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Pintar a Vida
A prova de que as emoções também são necessidades físicas é a fome que nos pode provocar a sua abstinência. A saudade de pintar sendo voraz também me devora.segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Flor de Estufa

De manhã, ciosa do roupão turco que me afaga o fim do banho, abordei a janela do quarto. Do lado de fora, um vento sem rumo desafiava a chuva, despenteava as árvores e varria o chão. Por trás, a cama, ainda morna, convidava a abandonar o dia no seu edredão. Convite desonesto, aquele. Fiquei a olhar a rua, os que já estavam do lado de fora, e por minutos desliguei o piloto automático que me comanda as primeiras horas de cada dia. Era ali mesmo que me apetecia ficar, o dia inteiro, a observar a vida a passar, preservada das suas ventanias, como uma flor pequenina, acomodada num barro que lhe moldasse e protegesse a terra, até que as raízes lhe dessem resistência para poder sair à rua...
... Fim de pausa. A luz do piloto automático reacende.
Os Amores-Perfeitos são flores de estufa... Infelizmente, as Margaridas não.












